Se você gosta de dividendos, esqueça o yield.

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Em conversas com investidores, uma pergunta comum é: “Quanto o fundo XXXX11 paga?”

Possivelmente, alguém já fez essa pergunta para você ou você já fez pra alguém.

É claro que, ao olhar uma lista de Fundos Imobiliários, os que têm os yields mais altos chamam a atenção.

Investidores de Fundos Imobiliários gostam de renda. Isso é fato. Quem não gosta de ver dinheiro entrando mensalmente na conta?

Se o foco é renda sustentável e de alta qualidade, uma coisa que precisa ficar clara é que o yield não diz nada sobre como o seu patrimônio será remunerado no futuro.

yield = dividendo / preço da cota

Observe que variações pontuais no preço da cota ou nos dividendos distribuídos podem resultar em um alto, porém não sustentável, dividend yield.

Sabendo disso, o investidor pode questionar:

  • O que ocasionou a queda na cotação?
  • Estamos diante de uma oportunidade ou a cotação despencou por que o mercado está enxergando um maior risco?
  • Se houve um aumento na distribuição, esse aumento é sustentável?
  • Foi uma distribuição de um lucro pontual ou recebimento de uma recisão de contrato?

Isolada, a métrica dividend yield não responde nenhuma dessas questões.

Portanto, se você gosta de dividendos, esqueça o yield.

O dividendo que você pretende receber vai sair do bolso de alguém (inquilino, comprador de um imóvel, etc).

Entenda todo o caminho que o dinheiro vai percorrer desde o bolso desse alguém até o seu bolso. E entenda toda a estrutura (ativos, gestor, contratos, etc) que vai tornar possível essa “mágica” de transferência de recursos.

Se você gosta de dividendos, isso sim faz sentido.

Cada investimento que você faz, deve ter uma tese que justifique sua decisão.

Questione a si mesmo. Se a resposta for somente “comprei porque está pagando bem”, é possível que você não esteja agindo racionalmente.

Tenha uma estratégia. Ela protege seu patrimônio e aumenta suas chances de acerto.

Bons investimento!

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